
I remember the first computers we had at home, and how much I loved the idea of a floppy disk keeping a secret. I saved more than 100 poems on one of them, and used to say that when I grew up, I'd publish a book of poetry for children. That floppy disk obviously got lost along the way.
Over the years, I wrote less and less, until a creative writing course at ESPM brought that urge back. This is a small collection of some poems from my notes app.
In the end, it's always the same: I live or see something, feel it, think about it, stop everything, sit down, and write. And I keep going....
Index
Cair na errância uma desrealidade que quem esconde de sí, pode cair Vem demônios Vem beleza Vem até o que não vem até o despertar. Mas depois vem você. De novo E eu nem levantei.
Acordei Acordei no silêncio e esqueci De você Da passado Da falta E lembrei de mim. interesse em mim Na arte Na vida Na mudança
Um arrastão, literal de destruição A linha da expressão que transparece, que é vidro ou espelho? Invade qualquer sentimento, entre felicidade e tristeza Seria a vida ou seria o passado? Não há vaso quebrado tantas vezes que possa suportar mais uma queda do sexto andar. Ou suporta. colar caquinho é mto mais demorado.
Às vezes o fundo do poço é o lugar de mais clareza, para que possamos nos reencontrar. Um jardim de primavera na sua Golden hour, esconde as sombras. É tudo dourado, é tudo passageiro. Acaba. Mas lá, no poço, bem no fundo, você pode enfim enxergar. A luz e a sombra não andam sozinhas.
Nota 22.11.23 Tem beleza que é feia. A paixão é só paixão Palavras em vão, tristeza que vem Na busca incessante de construção.
Até breve É a terceira vez em 15 anos que eu vivo a mesma sensação, ou sensações em alguns dias no Rio. Entre caos, tristeza, amor, prazer, aquele sentimento de saudades, ou acabar. Muito parecido com a vida. Ai eu lembro o ápice, de ser viva. Haja coragem. To poeta/to viva - hoje - foi mal.
Rio de Janeiro Ele veio, sem se olhar Escutar era algo nunca visto Como um bar no meio de Copacabana. Os barulhos dos ônibus da sexta feira do Rio de Janeiro Ele está perdido e eu vou me perdendo nesse lugar Ele veio, sem se olhar. Sem me olhar sem cuidar.
A ideia que não existe Distante. Distancia, Sinaís. Caminhar, ir, correr e sobreviver Observar. Silenciar. Movimentar
Ponto final Hoje na aula de escrita criativa. O professor passou um texto de Joaquim ferreira do santos. Um texto incrível e termina com um boom, quando fala sobre o ponto final de um texto e a hora de saber chegar nele. Nesse momento me arrependi de muitas mensagens que já mandei, tem momentos que eu só queria achar meu ponto final. Saber PARAR. e ponto final
Nota de domingo fim do dia Desperto na verdade E descubro que o desamor É a ordem do dia. Caminho pela sala Escrevo Pinto Leio Escuto e canto Na noite passada vc caminhou perdida Encontrou em outros lugares a certeza De que nada pode curar Se engana até acreditar.
Nota 28.11.23 Faça sua bagagem de cada história e vivência da sua vida. E parta para o novo
As incertezas da minha história As dúvidas tão justas Mas tão caóticas são sinais, de alerta ou de paixão as vezes mentem E transformam. Eu, você o todo. Aguardo um dia que ainda não existe.
É sobre existir Assim como as culturas são mutáveis Encontrar uma linha sua é impossível Igual o processo de psicanálise Vamos morrer, nessa busca de se encontrar E cada encontro uma nova obra A cada acesso ao inconsciente uma nova mensagem A cada sonho uma resposta ….. E continua.
Apagar Apaguei esse texto, tantas vezes quanto me apaguei. Deve ser essa a culpa. Culpa? Não. Continua faltando palavras, falta eu? Falta parar? Eu só consigo me sentir uma criança. Foda se É isso que temos para hoje.
Abismar-se no primeiro interesse Era adorável Era abraço E anulação E vem catástrofe despelada Vira carta Vira ausência Transforma em cena Porque era errância A des realidade de um filme de amor E espera, e não vem Era falta Não dizer nada é dizer demais Era de terror.
Caça do fundo do poço Os dias pareciam uma caça Você sai, por todos os lados Como um deserto atrás de uma gota d'água E depois integra como um oceano Como pode uma gota preencher? E de repente volta à caça. Está seco de novo. E a nova gota pinga em outro lado, integrando novamente como um oceano. E assim, dias atrás de dias. Entre desertos e oceanos. Talvez se cavar nesse mesmo lugar. A água pode Realmente inundar.
Dedicatória O tempo è irrealizável Pegar fogo com você Ingênuo em acreditar E firme em não ser fim Expulsar a dor Jurar ressignificar Compreender A falta de interesse Seria o fim O passado que devo observar Da minha ignorância que passou Fragmentar o discurso de comunicar Minha vida. O Pressentimento de transformar
Expandir Eu e você Me deixa sonhar Na alegria ingovernável De propagar
Planar O fogo que existe Procura faiscas O vento pode incendiar ou apagar E quase apagar também é encontrar E faz mudar O ver O Falar O Voar O sentir No infinito, planar E do peso descansar
Confiar Perder a paz para provar O que nosso instinto já ei de gritar Procurar a resposta onde não há De quem ousou em algum dia enganar
Constância Para não se perder, é preciso Não estar Quem caído é Como o olhar As bandeiras podem falar Branca Vermelha Não dizer nada, é dizer demais Se achar e depois equilibrar.
Quando o enxergar É mais claro que o sol É a certeza Do calor no verão Precisa se proteger Para não queimar Como a única forma de não
Mês infinito que contempla meu infinito sentir É começo mas é fim também. É Atopos é ascèse De uma ausência ou abraço De um ano que mal começou Encontro, desencontro e fim Exílio Insuportável Nem gradiva salvou Ainda é tempo de desejar? Não mutismo. Novos adoráveis, novas cartas E compaixão. Que te façam desabrochar.
Nota 24.04.24 Tem vezes que faltam palavras Silenciar também é encontrar
Diz muito, o que não è dito È o maior silêncio Na forma de grito Diz muito, o que não è dito As vezes engana Mas eu não acredito Diz muito, o que não è dito Um è escape de momento O outro escapa o infinito Diz muito, o que não è dito Faz ler o que não foi escrito Cria o espetáculo Me âncora Me da a resposta Que me faz ir embora Diz muito, o que não è dito È o maior silêncio Na forma de grito As vezes engana Mas eu não acredito Um è escape E o outro escapa Diz muito, o que não è dito Um è resposta O outro è ir embora
Descobrir que deixar ir É mais forte do que suprir Tem dias que acordamos Com a certeza de que fomos Com a clareza de que ficar É pior do que zarpar Que não cabe mais vírgula Onde já tem muitos pontos Que se vc for mula Não tem argumentos Que abracem os arrependimentos Do que já foram Conceitos É libertador se olhar na certeza do não estar.
Cair em si, abre um mar de possibilidades Perceber as indisponibilidades Sair das comodidades Atrair mais felicidades Florecer na voluptuosidades Olhar a boçalidade De quem não tem fidelidade Nem simplicidade nem humildade E mto menos claridade De que a vida é mto mais rica com integridade E que sua insanidade Me afastou da minha identidade E enfim da minha vontade Concluir com a maturidade Mesmo da minha meia idade Que esse lugar de estaticidade Carregado de insensibilidade Não me dá mais saudade
Vomito palavras do estômago Esse coração sufocado Insurge com tremores Caminhos reversíveis Com Palavras incompreendidas De Tentativas inúteis E um retorno desalmado Uma buscar profunda Em um lugar oco Como pode nesse processo Encontrar-se a beleza?
Mais uma vez que o rio me surpreende Mais uma vez que me lembra do mesmo sentimento Da memória do que tem que ser diferente De outra forma Fora de órbita Fora do óbvio De uma busca real De um viver Que pouco brasil consegue ver Valheu rio.
México Dos encontros Inimagináveis Das sensações inesperadas Um sentimento de alento Um lugar congruente Um encaixe preciso Era ela Era eu Era ele Era frenesi Da cita Da city Da VIDA
Músicas Como pode uma pessoa uma situação Um sentimento Minar uma músicas prediletas? O tempo vai, vem, escorre e inunda A música deságua Mas uma gota fica Nada permanece igual Mas chegou a hora de dançar